Evolução salarial: a tendência na OCDE mantém-se em 2018

As previsões de crescimento para 2018 os países da OCDE podem-se considerar na sua maioria bastante positivas, confirmando a tendência de evolução de 2017. No entanto, numa breve análise, podendo verificar-se o crescimento em vários países europeus, existe uma enfâse nos países do Leste como a Hungria, Polónia e Letónia.

Olhando para as percentagens, deveria ser considerado ipsis verbis um aspeto positivo associado ao investimento, mas não passa por uma evolução natural de países cujo salário mínimo é um elemento socioeconómico em evolução e que de modo nenhum é comparável com os restantes. Exemplos são a Hungria que cresceu de 7/2016 para 7/2017 o salário mínimo em 17% (de 351€ para 412€) e a Polónia em 9% (de 433€ para 473€), segundo fonte Eurostat. Estamos perante países que deveriam ser analisados num círculo diferenciado, como estando em desenvolvimento e não desenvolvidos.

Em Portugal, prevê-se um aumento de 1,1%, segundo o gráfico retomado pelo Statista, e que se deve sobretudo ao crescimento do Turismo, e consequente evolução do setor da Hotelaria e Restauração, ao desenvolvimento do setor industrial com uma forte aposta de investimento estrangeiro em polos tecnológicos e à progressão das tecnologias de informação com um aumento da especificidade dos perfis exigidos.

Finalmente um dado a acompanhar de perto, o decréscimo salarial previsto em UK conectado ao Brexit e às consequências do divórcio com a Europa.

Bruno Leonardo

Bruno Leonardo 
Business Director da Wyser Portugal

 




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