As energias renováveis lançam-se como uma temática de crescente importância a nível global. Este crescimento é sustentado pela escassez de recursos fosseis, bem como pelos impactos negativos que têm vindo a ser reportados a uma escala global.

A questão premente é a seguinte: Qual o posicionamento do segmento das energias renováveis em Portugal?

De modo a contribuir para o posicionamento deste sector a Deloitte desenvolveu em conjunto com a APREN (Associação Portuguesa de Energias Renováveis, fundada em 1988), um estudo acerca do impacto da eletricidade renovável em Portugal.

Ao nível do impacto ambiental, a eletricidade produzida de um processo renovável permitiu precaver a emissão de cerca de dez milhões de toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera. Este valor equivale a um ano de emissões do parque automóvel nacional.

Foi possível compreender que existiu uma redução no consumo, ou seja, uma poupança de gás natural e carvão, o que está associado a uma maior utilização de energias renováveis. É esperado que até 2030 sejam poupado cerca de 37 mil milhões de euros, por força do desmantelamento de todas as centrais a carvão até 2021.

O estudo permite concluir que se tem verificado um crescimento no sector de eletricidade renovável. Os dados reportam que no final de 2013, a contribuição desta fonte de energia já representava 56% do mix de produção de eletricidade no país. Este fator tem impactos significativos para a economia e acima de tudo para o ambiente, reduzindo a dependência energética externa do país.

O atingimento destes resultados, através da política energética nacional, está alinhado com o crescimento que fora outrora definido a nível Europeu, revistos no âmbito do pacote de energia e clima para 2030. Isto é, sem a contribuição da eletricidade renovável, a taxa de dependência energética portuguesa iria rondar os 84%, sendo que atualmente ronda os 71%. As previsões propõem que exista uma descida de cerca de cinco pontos percentuais durante os próximos 15 anos.

O estudo realizado pela Deloitte, evidenciou que este modelo energético contribuiu, em 2013, com mais de 2.700 Milhões de euros para o PIB, bem como, contribuiu com mais de quarenta mil postos de trabalho. A previsão que esta “Big 4” apresenta para 2030, será de 4.300 Milhões de euros de contribuição para o produto interno bruto e a criação de mais vinte e dois mil postos de trabalho.

Em suma, é possível concluir que a aposta nacional nas energias renováveis tem contribuído de forma acérrima para um país mais sustentável a nível ambiental e mais autónomo do ponto de vista energético. Este fator influencia o desenvolvimento económico do país, onde se destacam o crescimento das energias solar e eólica.

 


Ricardo Silva
HR Consultant
Engineering & Industry – Wyser Portugal