A taxa de desemprego dos recém-licenciados em Direito continua a situar-se em níveis inferiores à taxa de desemprego nacional, tendo inclusivamente conhecido uma diminuição no ano de 2018 em relação ao ano transacto.

Segundo dados disponibilizados pelo portal Infocursos, 7,1% dos licenciados em direito entre 2013 e 2016 encontram-se registados no IEFP como desempregados. Mais do que uma análise referente à opção por uma instituição de ensino pública ou privada, os dados indicam que o factor geográfico se vem revelando determinante para os maiores índices de empregabilidade, sendo registadas taxas mais baixas nas faculdades de Lisboa.

Não raras vezes, o senso comum alimenta a ideia de que as faculdades de Direito formam advogados. Pese embora essa formação base seja necessária para o acesso à advocacia e à respectiva certificação pela Ordem dos Advogados, a verdade é que a licenciatura nesta área continua a ser um factor decisivo para o acesso a outras oportunidades de carreira de matriz jurídica, designadamente nos sectores de banca, seguros, recursos humanos e de consultoria – não falando, logicamente, no igualmente tradicional (mas mais limitado) acesso à magistratura.

 


Tiago Lima
HR Consultant
Tax & Legal – Wyser Portugal