Tem-se assistido a uma dinâmica cada vez maior no mercado, refletindo-se no crescimento do headcount de muitas empresas. Contudo, têm-se verificado dois fenómenos opostos no que é a realidade do mercado: se por um lado a atração de novos talentos tem sido desafiante, por outro lado a retenção de colaboradores também tem sido um desafio.

Naturalmente que uma das primeiras políticas para a gestão destes recursos passa muitas vezes por aumentos salariais (uns mais significativos do que outros) ou promoções internas para novas funções. Porém muitas vezes não se vê fumo branco nestes processos, derivado a um fenómeno cada vez mais preponderante: o equilibrio trabalho/família.

Sugiro uma leitura cuidada da tabela seguinte.

 

De facto, cada vez existem mais estudos acerca do impacto destas políticas amigas da família quer na produtividade como na felicidade do colaborador. Como é sabido, tanto nos EUA como em países nórdicos já conta cada vez mais empresas a apostar neste equilíbrio, tendo como benefícios o aumento da produtividade e imagem corporativa, lealdade e retenção de talentos, redução do stress e aumento da autonomia.

Passemos a exemplos mais concretos:

Poderá ser importante para a atração e retenção de talentos incluir na cultura da organização políticas que permitam o equilibrio trabalho/família, por exemplo: horários flexíveis, telecommuting, programas de bem estar, oportunidades de formação e desenvolvimento, e licenças de parentalidade ou pessoais.

 

António Morais
HR Consultant Engineering & Industry
Wyser Portugal