A economia portuguesa tem demonstrado nos últimos cinco anos uma grande vitalidade e um posicionamento no mercado internacional de cada vez maior relevância, nomeadamente junto dos países que fazem parte da União Europeia.

Este crescimento tem sido impulsionado por sectores estratégicos: Indústria, Turismo e áreas Tecnológicas e Sistemas de Informação. Um bom exemplo da dinâmica de crescimento do sector industrial é a sua liderança enquanto sector que mais exporta na economia portuguesa, nomeadamente a indústria metalúrgica e metalomecânica, que no final do primeiro semestre do ano passado exportou cerca de 1.692 milhões de euros.

Com uma população activa ligeiramente superior a 5 milhões de habitantes em 2017, segundo dados do INE, e uma economia a crescer a um ritmo acelerado, tem-se verificado um desequilibro entre a grande procura (por parte do sector empresarial) e a escassez de trabalhadores qualificados, sendo um dos principais desafios para os próximos anos do mercado nacional.

O principal reflexo deste clima de vitalidade da economia portuguesa, tem sido o grande impacto na taxa de desemprego em Portugal, que estabilizou em setembro, outubro e novembro do ano passado, nos 6,6%, um mínimo de setembro de 2002. Os dados foram revelados pelo Eurostat, e demostram que o desemprego português está abaixo da média (6,7%) dos países da União Europeia há três meses. Desde o final de 2005 que tal não acontecia. 

Segundo o Eurostat, é a primeira vez que tal acontece desde 2005. Desde agosto de 2005 que desemprego em Portugal fica acima da média da União Europeia. Antes dessa data e, pelo menos desde 2000, que a taxa de desemprego em Portugal era mais baixa do que a média da UE.

A perspetiva é que os sinais positivos no mercado nacional sejam sinónimo de crescimento económico e geração de emprego, posicionando cada vez mais Portugal como um player importante no mercado internacional e atraindo 

cada vez mais talento e empresas multinacionais que pretendem ter operações estratégicas no nosso país.

Os desafios serão também uma constante para os recrutadores, que terão que assegurar uma dinâmica cada vez mais especializada e complexa dos processos que estão a desenvolver, garantindo um correcto alinhamento entre as competências pretendidas para as funções e os profissionais identificados como válidos para as diversas empresas. Já não é suficiente apenas desenvolver um processo linear de recrutamento, é necessário avaliar diversas competências e valências (características pessoais, motivacionais, desempenho, etc.) que são cruciais para corresponder às expectativas de todas as partes envolvidas no processo.

 

André Salgueiro
Manager
Engineering and Industry at Wyser Portugal